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  • Publicado por Tião Lucena

    Tambaba Nua e Crua



     1 BERTO DE ALMEIDA

    Você já foi à Tambaba, essa praia de nudismo onde se paga para entrar vestido ou nu?  Se não foi e resolver um da ir, se prepare: lá dentro – sem gozação – tudo custa os olhos da cara de quem vai ver aquela praia sem graça, ficar nu ou não e ver gente nua.  Por favor, preste atenção. Disse olhos. Plural. O Singular fica mais embaixo. Pois bem. Se o sujeito não estiver nu, corre o risco de perder até a roupa do corpo.  Eu fui.  Todo metido a César, sem um Brutus por trás nem na frente, aquele do “Brutus Também Ama”, fui, vi e venci o medo de entrar ali de cabeça erguida.

    Logo na entrada da área onde a nudez é proibida e a roupa obrigatória, o sujeito é obrigado a desembolsar uns bons trocados para uma tal Sonata. Não desembolsei. Nem no pau! Foi o meu grito.  E os presentes não querendo olhar para onde olhar deveriam, olharam para a minha cara. Nem no pau! Eu de novo.  E d novo eles olharam para onde não deviam. Uns caras de pau!  Ah, para os vestidos que não sabem, Sonata é a sociedade dos homens e mulheres nuas do lugar.  Vou em frente. 

    Logo na entrada uma placa na “contramão” do nosso direito de ir e vir avisava que para entrar ali com o seu carro o vestido – com quem tivesse dentro dele - teria que pagar R$ 3, e o vestido com moto R$ 2. Uma pausa. Não é “vestido com moto”, vocês entendem.  Esse era o preço da liberdade de cobras e aranhas dentro e fora do mar. Não sei se o preço do ingresso continua o mesmo.  Estive por lá há dias e não sei o critério usado na avaliação dos corpos nus que desfilam por aí.  Sei apenas que achei uma puta exploração numa praia que pouco se disputa. Ou diz muito?! 
    Mas, o que afinal, Tião, Tambaba tem a que as outras praias não tem? Só se for mulheres nuas e homens que deveriam estar vestidos!  Sem preconceito, Tião de Deus, sem preconceito. Mas vou continuar preferindo a Vera Fischer com os beiços caindo pela tangente das páginas da Playboy.  Se tem gente bonita por lá, por que negar? Tem! Mas as barangas – barangos vestidos ou nus não me interessam – estão ganhando de goleada! E olhes que nada tenho contra aqueles que acham uma boa mostrar suas bundas e penduricalhos e não penduricalhos cabeludos ou pelados.
     
    E os porteiros da Praia de Tambaba?! Quase morro de rir só para ressuscitar gargalhando. Porteiros de Praia!  Notei, ainda, Tião de Deus, que os porteiros estavam muito bem vestidos para uma praia de nudismo. Pausa. Estranhei. Nesse dia não vi uma só porteira! Vi a Porteira! Essa eu vi.  Todos veem. Agora se presidente eu fosse um dia dessa Sonata, determinaria no máximo o uso de cueca samba-canção para eles e às porteiras, uma atração a mais, nada de roupa, todas de porteiras abertas!
     
    Nesse dia não expus os meus naturais documentos ao sol nem os mergulhei nas águas salgadas por bacalhaus que boiavam que nem – gosto dessa expressão popular - caravela!   Nem pensei. E depois que assisti ao desfile de um “índio” com a cara mais sacana do mundo vestindo um minúsculo “tapa-pimba” feito de rede de pescar (ou coisa parecida) e um minúsculo fio dental entrando lá na bunda dele – do índio - do começo da regada a parede dos testículos é que não pensei mesmo. 
     
    Mas, com a permissão da desafinada Sonata, vou terminar deixando nas mal-traçadas minhas uma sugestão: com o valor que vem sendo cobrado por um ingresso para o sujeito entrar na Praia de Tambaba, além do banho com os seus documentos expostos ao sol ele bem que poderia gozar - não existe palavra melhor para a ocasião! - do direito a um “bacalhauzinho” ao molho de água salgada! –1bertodealmeida1@gmail.com – humbertodealmeida.com.br

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Perfil do Tião Lucena

Tião Lucena, nascido e criado no Sertão, é jornalista desde 1975, tendo começado em A União como repórter e trabalhado em O Norte, no Correio da Paraíba, no Jornal O Momento e no jornal de Agá. Nos três primeiros desempenhou as funções de repórter, editor político, editor do interior, chefe de reportagem e secretário de redação. Também foi vice-presidente da API e diretor do Sindicato dos Jornalistas. Cansou de trabalhar em jornais, cansou de patrões e resolveu criar um espaço somente seu na internet, onde pretende fazer um jornalismo sem cabresto e sem censura.

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